quarta-feira, 20 de maio de 2026

COMO SUPERAR UM TÉRMINO

  Inicialmente não sei como superar um término de relacionamento, até porque este blogger é uma escrevivência e não tem intenção de ensinar nada, então se você tiver intensão de ficar confuso junto comigo, continue lendo mais uma de minhas desventuras.

Pra iniciar, eu pessoalmente digo a mim mesma que vai passar, me olho no espelho fico bonita e digo, ele é um idiota por não ter te valorizado, foi ele quem perdeu. 

Falo para os amigos íntimos, que eu terminei porque precisava me amar e ter dignidade e que as coisas não estavam indo bem, e quanto mais eu falo sobre o término, mais eu me sinto confusa quanto a minha decisão. 

O meu cérebro fica trazendo memórias lindas de nós dois nos amando na praia, de mãos dadas e sorrindo como num filme de comédia romântica.

Como não se apaixonar por nós, como unha e carne, como almas gêmeas, que gostam das mesmas coisas, que curtem o mesmo estilo musical, que gostam de jiu-jitsu e de animes, que faz sempre juntos todas as coisas, um nós que compartilhava tudo e se amava principalmente na doença.

Quando olho pra trás e vejo os recortes, lembro dele sorrindo, e andando todo pomposo de óculos escuros, lembro dele no eventos filmando tudo pra mim até cansar o braço, lembro do apoio que me dava para lutar pelos meus sonhos.

Você é incrível! Descendo as escadas gritando o meu nome quando eu chegava.

Lembro de momentos difíceis quando perdi meus filhos e você esteve do meu lado. 

O você...o cara que eu amei era inteligente e gentil, simpático e sociável, sabia me dar bons conselhos e sempre esteve do meu lado na doença. Era um sonhador que sonhava com viajar para o exterior para fugir. 

O nosso plano...aquele plano que a gente fingia que era sonho...eu e você...acabou...

Acabou a viagem ao exterior, acabou as risadas e as palavras de amor, o sou louco por você, o minha , o nós...

Acabou não porque você foi embora, ou porque terminou o nosso "pra sempre".

Acabou antes de acabar, mas meu cérebro não lembra das brigas por coisas bobas, da insônia por somatizar a angustia, da vitimização por causa de pedir o mínimo, da solidão a dois. 

Quando eu penso em você e me arrependo de ter te deixado ir, eu penso em mim e me agradeço por ter escolhido a mim mesma. 

Eu não sei como superar a dor de perder alguém que se ama e que ainda está vivo, talvez eu deva para começar pensar onde eu me perdi e tentar me recuperar antes de tudo. 

Do que adianta voltar para o mesmo lugar? 

Não vamos resolver nada e só vai ser um paliativo para o problema maior do término: a anulação do eu em prol do nós. 

Eu preciso continuar dizendo eu te amo, mas eu preciso me amar mais do que a você agora.

Como é difícil, principalmente quando mais e mais pessoas vão sabendo, e agora tudo se tornou real.

E quanto mais real se torna, mais certeza eu tenho de que não vou ter mais você nem que seja só um pouco do pedaço de pão. 

E isso dói... e só o saco de box, me obrigar a comer e a tomar banho, trabalhar e tirar uma nota acima de zero na prova, não deixar a vida acabar, seguir em frente um dia de cada vez, como um viciado em recuperação, e aí talvez a abstinência de você, dê lugar a sobriedade e eu possa ser feliz comigo mesma um dia. 

Por enquanto, ainda estou tentando entender porque não podemos ser felizes juntos e entender que o ciclo se encerrou. 

Vamos para mais um filme de comédia romântica sobre ser feliz sozinha ou assistir a feia mais bela se tornando ela mesma, para dar inicio a sessão de reabilitação.


SOBRE AMOR PRÓPRIO

 



Esse tema amor próprio sempre me pegou, sabe, eu nunca entendi ele direito e por isso estou sempre sendo levada de um lado pro outro na onda da desvalorização.
Meus relacionamentos amorosos sempre são uma bosta e eu nunca entendi porque?
Por que ele me trata tão mal quando eu tendo ser legal com ele?
Por que ele invalida minha opinião desta maneira?
Por que ele não me ama?

E muitos outros por quês...

A questão é um pouco mais complexa, sabe!
Eu pensava que se tratava do outro, de como o outro era mau comigo, ou como este mesmo não sabia me valorizar, e o que eu fiz de errado para que este outro me ame e me respeite.
Mas descobri que EU quem tem que decidir se quero ser tratada assim ou não. 
Eu quem devo impor os meus limites e dizer:
-Olha cara, não aceito ser tratada assim.
E não me sentir culpada, por algo que eu nem fiz. 

Pensei que amar a mim mesma fosse mais fácil, mas sair de um casamento de mais de 5 anos😌, está sendo a prova de amor próprio mais difícil para mim. 
Estou lutando contra a vontade de ligar e dizer para ele que me arrependi, que quero ele de volta, que eu aceito ele de volta, mesmo sabendo que não me ama mais da mesma forma e que no começo pode até me oferecer amor e carinho, mas que vamos cair de novo no mesmo padrão e ele vai voltar a me dar migalhas. 

Luto todos os dias para não dizer, jogue essas migalhas aqui no chão, quando ele me liga, manda mensagem e até vem a minha casa, pegar as coisas dele que ainda estão aqui, e pedir pra ele voltar.

Separação não estava na minha lista. 
Eu realmente achei que ele era o HOMEM da minha vida, a pessoa que o destino colocou em minha vida, que éramos feitos um para o outro como unha e carne, mas o tempo fez eu perceber que isso só acontecia porque eu me anulava. 
Muitas vezes me culpei por coisas que eu não fiz e pedi desculpas por cobrar demais, sendo que as vezes era só pedindo para ele me dar o básico, se comprometer com o minimo, e eu achava que estava pedindo demais.

Quem nunca?

As vezes eu suportei coisas, como alcoolismo, e também o distanciamento, mas justifiquei que eram porque ele estava se sentindo sufocado por causa do trabalho, que ele precisava de tempo pra ele mesmo.
Também teve vezes que me arrumei pra sair e ele não estava em condições pra sair, e eu tive que ficar em casa. 
Outras vezes ele me disse que não gostava mais de mim, e eu tentei reconquistá-lo.

A gente vê essas atitudes em filmes, animes de romance, e não imagina o quão é devastador para sua própria autoimagem aceitar este tipo de coisa.

Meu coração está dilacerado, porque por mais que eu saiba que fiz a coisa certa, a culpa me corrói e a sensação de que eu poderia ter feito mais e mais me perturba. 

O interessante é que eu não penso, porque ele não se esforçou? 
Sempre sou eu...

Mas a verdade é que o amor próprio conversou comigo. 
Ela me disse:
-Até quando você vai aceitar migalhas?
-Até quando você vai se culpar?
-Até quando você vai desistir de si mesma?

E como se pegasse na mão de uma criança, o amor próprio que estava dentro de mim, EU MESMA, olhei pra mim e me disse:
- Ei, vamos sair dessa? Você merece ser amada, merece ser valorizada e você é muito querida por mim, por isso, aqui está a coragem que faltava para você sair dessa relação.

E como no filme mega romantico eu cheguei a conclusão, mesmo em meio a dor. 

Eu não preciso de ninguém pra me completar, EU MESMA ME COMPLETO.

COMO SUPERAR UM TÉRMINO

  Inicialmente não sei como superar um término de relacionamento, até porque este blogger é uma escrevivência e não tem intenção de ensinar ...